sábado, 27 de agosto de 2011

Capitulo 3 - Surpresa!

-Jacob! –Essas palavras me acariciavam conforme eram pronunciadas. Esqueci-me de tudo e todos. A única coisa que me lembrava de era o fato de que Jacob estava comigo. Ele me abraçou com a mesma serenidade e deu-me um beijo nas bochechas. A surpresa era tanta que me faltavam palavras para descrever o que sentia. Fazia um mês que Jacob havia ido viajar para resolver alguns problemas, estava com muita saudade dele. Olhei em seus olhos e vi o mesmo carinho que eu sentia refletido nos seus olhos. Dei mais um abraço nele e vi meu coração acelerar.
-Olá Nessie. Também senti tua falta miúda. – Ouvi sua risada abafada, o som fez meu coração quase sair pela boca. Dei mais um abraço nele, e me afastei. Finalmente lembrei-me de minha família que também estava presente. O Jacob disse um formal “olá” para todos, pegou minha mão e me guiou para fora de casa. Fomos andando até pararmos em uma praia. Sentamos na areia, sentindo o calor que emanava tanto da areia como de Jacob. Abracei-o ouvi novamente o meu coração saltar.
-Senti muito sua falta.
-Você não sabe o quanto senti a sua falta, Jake.  – Vi seus lábios se repuxarem em um grande sorriso: uma reação as minhas palavras.
-Então miúda, conte-me o que aconteceu enquanto estive fora.
 -Contei para ele, tudo que havia acontecido, a única coisa que não pude contar era sobre a Kate, eu preferia esperar mais um pouco. Passamos a tarde toda juntos. Diverti-me tanto que nunca imaginei possível. Quando percebi que o sol já estava se pondo. Levantei-me e olhei em seus olhos.
-Jake, tenho que ir.
-Agora?
-Sim. Já esta tarde, preciso voltar para casa.
-Tudo bem, mas prometa-me que irá me visitar amanhã na reserva. –Os olhos dele estavam tristes, como se ele soubesse que não teria amanhã.
-Prometo. Vamos? –Ele se levantou e foi comigo até a minha casa. Quando chegamos, dei um grande abraço nele e outro beijo em sua face. Vi que meu rosto estava prestes a corar, portanto escondi a minha face em seu peito. Dei mais um abraço e corri até em casa. Meus pais não estavam por isso fui para meu quarto e me aprontei para dormir. Pensei em tudo que tinha acontecido hoje, a amizade de Kate, o Jacob... Hoje com certeza seria um dos melhores dias da minha vida. Adormeci pensando em como a minha vida estava perfeita. A única coisa que eu ainda não possuía era o amor de Jacob, e esse era a peça chave do quebra-cabeça, ou seja, o mais importante.  


Acordei com uma sensação de calor em minha pele, a primeira coisa que pensei foi em Jacob, mas depois fiquei envergonhada com tal pensamento. Ele me via como uma irmã e eu deveria o ver do mesmo jeito. Havia três meses desde a volta do Jake. Normalmente eu alternava as atividades, um dia eu passava com a Kate, que agora era oficialmente minha melhor amiga, mesmo que ninguém além do Jake a conheça (e saiba que ela é uma vampira), e outro eu passava com o Jake, o que fazia meus pais reclamarem do pouco tempo que passava com eles. Abri os olhos e vi a claridade: fazia sol em Forks. Isso significava duas coisas: eu ficaria sozinha na escola, já que meus pais não podem sair ao sol sem causar um acidente de trânsito e levando em consideração que minha melhor amiga também era uma vampira com certeza o dia seria péssimo. Levantei desanimada, vesti-me com uma saia azul escuro, uma regata também azul, uma sapatilha branca e um casaco branco. Saí do meu quarto em direção à sala. Como meus pais não estavam resolvi ir até o quarto deles, mas me arrependi no momento em que abri a porta: os dois estavam namorando. Quando percebi que eles tinham me visto, abaixei os olhos e disse:
-Finjam que eu não estive aqui. Continuem o que estavam fazendo. –Fechei a porta o mais rápido possível e fui correndo para a sala. Ouvi meu pai vindo atrás de mim rindo. Sentei-me no sofá na esperança de esquecer aquela cena. Meus pais se sentaram ao meu lado, agora vestidos.
-Bom dia filha. –Como sempre, minha mãe foi a primeira a me cumprimentar e dar-me um beijo na testa, meu pai repetiu o gesto logo depois. Depois de dois segundos de silêncio, meu pai virou-se para min:
-Filha, não precisa ir à aula hoje. Não queremos que você fique sozinha na escola. –Quase dei um pulo de alegria. Não precisaria ficar sozinha na aula, e poderia visitar o Jake. Quando eu ia agradecer ao meu pai e disser que ficaria em casa, meu telefone tocou.
-Alô?
-Alô. Nessie?
-Sim. Quem fala?
-Kate. Você não vem na aula?
-Você vai?
-Vou. Você vem?
-Tudo bem. Chego aí em dez minutos.
-Nem pense nisso. Hoje sou eu que vou te levar na escola.
-Posso perguntar como?
-No meu carro. Tenho seu endereço, você me deu no primeiro dia de aula. Passo em cinco minutos. Até logo. –Acho que ela entendeu errada a pergunta.
-Até logo. –Agora eu tenho certeza, a Kate é louca. Ela vai à escola em um dia de sol e ainda entra em território de outros vampiros. Ou ela é louca ou é muito ingênua. Ou pior é sem noção. Lembrei-me de meus pais, a Kate tinha colocado um escudo na minha mente ontem, mas era temporário, só duraria até às nove da manhã, ou seja, acabava em cinco minutos, então meu pai não conseguia ler a minha mente desde ontem, mas ele acha que minha mãe anda me cobrindo com o escudo dela, que não tem prazo de validade e nem falhas. Quando estou com ele evito a todo custo pensar em Kate, portanto ele não sabe de sua existência.
-Pai, eu vou à escola hoje.
-Tudo bem. Quer que eu te leve?
-Essa é a questão. Minha amiga disse que ia me levar.
-Tudo bem filha.
Ouvi o barulho do carro na rodovia, e estava saindo de casa, quando minha mãe me impediu. Ela tomou minha mão e levou-me para fora de casa. Quando cheguei ao jardim vi todos em posição de defesa, meus avós, meus tios e meus pais. O carro da Kate estacionou e ela saiu do carro e veio em minha direção. Quando meus pais se colocaram na minha frente, a Kate se deteve. Olhou desconfiada para mim, depois percebeu que eu não tinha contado a eles. Ela levantou os braços a acima da cabeça e disse em tom de brincadeira:
-Inocente até que se prove o contrário. –Nesse momento a Kate foi atirada na parede de vidro da casa de meus avós. Primeiramente eu achei que algum dos meus parentes a havia atirado, mas depois percebi que todos estavam ali e corri em socorro da Kate. Encontrei-a caída no chão, tirando um caco de vidro da perna e outro do braço. Ela me olhou desconfiada, depois sua expressão se suavizou. Levantou-se olhou para todos os lados e como não viu ninguém.
-O que aconteceu aqui? –Ela mal tinha terminada a frase quando derrubaram ela no jardim de novo. Dessa vez o agressor se mostrou. Era outro vampiro, alto e loiro. Kate se colocou em posição de ataque, mas mudou de opinião na mesma hora. Ela olhou para toda a minha família a sua volta e para min.
-Você o conhece? –A voz dela era de acusação.                                     
-Não. Eu vim sozinho. Querida. –A voz dele era baixa, mas amedrontadora. Aveludada mas ao mesmo tempo dava a impressão de tortura psicológica.
-Louco sanguinário. Vamos para outro lugar, não quero que ninguém se machuque. Isso é só entre nós dois.
-Que frase mais clichê, dramática. Além disso, achei que você odiasse frase pronta. Prefiro ficar aqui, enquanto seus amigos te vêm morrer. Você não mudou nada.
-Vejo que você também não. Agora vá embora, deixe-nos em paz. Eles não me conhecem, não precisam ver isso.
-Eu deveria saber que você mentiria para salvar seus amigos. A propósito, que amiga maravilhosa. –Ele virou-se e ia em direção a minha mãe, quando meu pai se colocou entre os dois e rosnou.
-Tudo bem, percebi que não tem ninguém solteiro aqui, a não ser você. –Ele correu até mim, mas foi rápido demais. Meu pai correu para impedi-lo, mas não foi necessário, pois o vampiro caiu ajoelhado aos meus pés. Olhei para ele, que estava se contorcendo de dor. Lembrei-me de Jane e tremi: a reação que sempre tinha com a lembrança dos Volturi. Resolvi olhar de onde vinha aquilo e percebi que a Kate estava usando seus poderes. Os olhos dela estavam tristes, e se ela conseguisse tenho certeza que agora estaria chorando.
-Nunca subestime uma bruxa. Você não é digno de tocar quem quer que seja. –A voz dela agora tinha tomado o tom de piedade e desespero. –Eu te pedi para não fazer isso e me deixar em paz. Idiota, por quê? – Sem esperar resposta ela veio até ele, arrancou-lhe a cabeça. Eu tinha ficado paralisada pelo pânico. Com um movimento da mão ela fez uma fogueira aparecer, e jogou o corpo nela. Kate caiu ajoelhada ao lado da fogueira, materializou uma rosa branca e jogou-a dentro do fogo após murmurar uma oração. Ela levantou-se, limpou-se e veio em minha direção. Minha família colocou-se entre nós duas. Estava na hora de agir, eu tinha sido idiota de não ter contado para eles. Finalmente encontrei minha voz novamente.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Capitulo 2- segunda parte

-Estou esperando uma justificativa. -as palavras de minha mãe, eram firmes, mas eu não podia contar sobre... ainda não.
-Bella. Edward. O que é isso? Vocês são mestres em matar aula e já estão reclamando -defendeu-me o tio Emmett.
-É verdade e não tentem dizer que tinham motivo, pois saudades da filha e vontade de namorar não contam como justificativa. -concordou a Tia Alice.
-Esperem pelo menos nós chegarmos em casa para vocês brigarem com ela. -As palavras da Tia Rosalie acalmaram meus pais. Suspirei de alívio, não queria ter essa discussão. Murmurei um "obrigado" para meus tios. Só espero que meus pais esqueçam isso, não quero discutir com eles, e além disso dois contra um é uma briga muito injusta.
-Olha quem fala. Seus tios estão todos contra nós. -Murmurou meu pai.
-Por favor, parem com as conversas silenciosas. Estão me dando nos nervos. -As palavras da minha mãe eram uma ameaça então tentei ao máximo parar com isso. Era muito fácil conversar com meu pai. Ele lia meus pensamentos e me respondia, as vezes eu até gostava enquanto outras vezes era muito inconveniente.
Olhei ao redor e percebi que estavam todos, olhando para mim. Eu tinha chegado no meio do semestre pois eu implorei ardorosamente para meus pais me deixarem vir a escola, mas eu acho que ninguém fica sendo encarado por todo o refeitório, só porque é uma aluna nova.
-Por que estão todos olhando para mim? -perguntei. Era estranho.
-A nova garota Cullen é como estão te chamando. A  sobrinha do Dr.Cullen que teve os pais mortos em um acidente de carro. História meio rídicula, mas, você é a nova pessoa que se juntou as isolados e misteriosos Cullen. - Segurei o riso, para não constrange-los na frente de todos, mas o jeito como o Tio Em falou deixou tudo muito engraçado. Olhei pela janela e vi uma goroa caindo sobre as árvores. Neve. Meus pais estavam conversando sobre algo que eu não dei importância, estava fascinada pela neve caindo sobre o gramado. Era tão lindo.
-Nessie. -O chamado do meu pai me fez voltar a realidade. -Você vai se atrasar para a aula. -Foi quando percebi que o sinal já havia tocado. Disse um Até logo aos meus pais e me dirigi a saída. Quando sai, puxei o capuz da minha blusa sobre o meu cabelo. Quando cheguei a sala, reconheci o cheiro de flores da Kate e me sentei ao seu lado. Ela estava radiante, com um sorriso lindo. Os olhos dela voltaram a ser castanhos, provavelmente devia ter colocado outro par de lentes de contacto. Virei-me em direcção ao seu olhar e percebi que se dirigia a um garoto, sentando a duas distância de nós duas. Olhei para ela ceticamente, um humano? Ela estava interessada em um humano?
-Olá pequenina.
-Olá Kate. Eu entendi errado ou tu estás gostando de um humano?
-O quê? Não. Eu estava olhando para o livro na mão dele, "Romeu e Julieta". Nunca consegui um exemplar desse livro, embora sempre tivesse tido vontade de lê-lo. Minha mãe não achava nas livrarias e os exemplares das bibliotecas sempre faltavam páginas. -Uau, ela gosta de ler. Impressionante.
-Kate, tu já leu 'O morro dos ventos uivantes"?
-Não. Dos clássicos eu só li "o vendedor de Veneza". Sinceramente eu já lia rápido quando eu era humana, agora um livro não dura mais de um dia na minha mão.
-Já leu o dicionário? -Provoquei.
-Infelizmente, já. Nunca siga meu exemplo, o dicionário é o livro mais tedioso do mundo.
-Urg! -Começamos a rir juntas, a Kate era uma óptima companhia.
-Pequenina, você vai sair amanhã?
-Não, por que?
-Gostaria de conhecer a cidade. Passear. Odeio ficar trancada em casa o  dia todo.
-Eu te mostro a cidade, não seja por isso.
-Obrigada. Passo em sua casa para te buscar amanhã as três horas. De carro?
-Não, vamos a pé para poder mostrar-te melhor a cidade. Aqui está meu endereço. -Rabisquei em um pedaço de papel o endereço, e entreguei a ela. O professor entrou nesse momento na sala e eu fui obrigada a calar-me e prestar atenção. Foi a aula de biologia mais chata que eu já tive, sem levar em consideração que essa foi minha primeira aula de biologia.
-Kate, onde tu moras? - Essa duvida surgiu de repente em minha mente, ela não poderia morar com humanos, pelo fato de ser imortal e caso morasse um outro clã, por aqui, teríamos um enorme problema.
-Moro sozinha, em uma casa que herdei de minha família. A casa é muito afastada da cidade portanto, não tenho problemas quanto a humanos. - Então uma lembrança veio a minha mente, a Kate na hora do almoço, estava sentada com vários humanos agindo normalmente. Ela não deixava transparecer que era diferente embora sua beleza inumana e seus hábitos estranho como não comer a denunciassem. 
-Você interage com os humanos normalmente?
-Claro. Alguns se assustam pelo fato de me vestir como a rainha das trevas mas tirando isso, agi normalmente com eles. - Rainha das Trevas? A Kate se vestia normalmente para mim. Ela deve ter notado a expressão de duvida no meu rosto porque logo se adiantou e explicou-me.
-Nunca ouviu falar em causar boa impressão no primeiro dia de aula? Depois de algum tempo eu volto a me vestir como gosto. Preto,azul e vermelho. As cores que uso no dia-a-dia. Não se preocupe, não sou tão gótica a ponto de dar medo, só me visto de uma maneira meio Dark mas sofisticada. Passamos o resto do dia conversando sobre coisas engraçadas e estilos diferentes. Agora ela era de verdade minha melhor amiga. Quando acabou a aula, nos  despedimos com um breve abraço. Vasculhei o estacionamento a procura de minha família. Eles estavam no canto inferior esquerdo, no local mais afastado de todos. A Kate buzinou do carro dela para mim e acenei brevemente. Reparei que ela possuia o mesmo modelo de  carro que meu pai havia vendido: um Volvo C30 preto. Acenei novamente e andei em direção a meus pais. Eles estavam com uma expressão leve no rosto o que significava que haviam me perdoado. Disse um breve "Olá" e entrei no carro. Segui a viagem de volta descrevendo meu dia aos meus pais, contei a eles sobre a Kate só não mencionei que ela era uma vampira, achei melhor contar para eles depois. Quando chegamos em casa, senti um cheiro familiar que não pertencia a minha família. Fui em direção a sala onde estava um garoto, musculoso virado de costas para porta, quando ele ouviu meus passos virou-se imediatamente, e meu rosto se iluminou. Havia duas semanas que eu não o via. Corri a até ele e dei um enorme abraço que ele respondeu com o mesmo entusiasmo. Finalmente eu disse:
-Jacob!










terça-feira, 12 de julho de 2011

Cap. 1 -segunda parte

Eu não entendia havia conhecido aquela garota a dez minutos e ela já tinha conseguido me fazer cofiar nela. Os olhos dela vermelhos(escurecidos pela lente de contacto) inspiravam uma grande confiança, ao contrario da maioria dos vampiros ela não tinha uma beleza intimidadora mas na verdade tinha uma aparência simpática. Até agora eu só sabia que ela havia vindo do Alasca. Quando ela ia me contar mais o professor chegou na sala e até agora não tivemos uma oportunidade de conversar. Eu notei que ela não era tão alta quanto parecia, devia ter 1,67m. Usava jeans pretos e uma blusa de gola alta e mangas compridas azul. Outra diferença notável dela com os demais vampiros: ela não era branca como marfim, mas tinha uma pele morena,muito pálida. A maquinagem escura que ela usava deixava ela com uma aparência bem mais pálida.
Finalmente o sinal tocou e eu agradeci por finalmente poder conversar com aquele ser que me inspirava tanta confiança. Antes de conseguir me virar ela já estava ao meu lado.
-Nessie acho que temos todas as aulas juntas.
-Legal. Quero te perguntar uma coisa.
-Pode falar.
-Quantos anos você tem?
-Dezoito.
-Você sabe que tipo de idade eu estou falando.
-O que... Haa! Vem comigo.
-Onde nós vamos?
-Conversar em um lugar onde não possam nos escutar. -A atitude mais sensata teria sido correr e ir para longe dela, mas eu não conseguia ver como aquela pessoa tão simpática poderia fazer mal, por isso segui-a ate o pátio e dela ela seguiu até uma floresta no lado oeste da escola. Fomos andando ate estarmos tão dentro da floresta que eu duvidava que alguém pudesse nos ouvir. De repente ela parou, e me fitou os olhos extremamente vermelhos, logo percebi que as lentes deveriam ter derretido. Pela primeira vez desde quando nos conhecemos, ela me inspirou profundo medo.
-Como você soube?
-O que você era? Não subestime meu faro Kate. Senti seu cheiro desde a porta da sala. - meu tom de voz saiu mais grosseiro do que pretendia, o que não gostei. Há cinco minutos estávamos sendo amigáveis a ponto de dar enjoo, quando o clima ficou com tanta discriminação.
-Desculpe-me Nessie, não queria ser grosseira. Apenas não tive esperiencias muito boas com outros vampiros, o que me faz ficar um tanto temerosa na presença de outros.
-Tudo bem Kate, mas respondendo a minha pergunta: quantos anos você tem?
-Dois meses. Ainda sou uma recém-criada.
-Mas se você é uma recém-criada como consegue ficar cercada de humanos, sem ter problemas?
-Quando eu "nasci", ganhei não só o meu dom como também um super alto-controle, tanto que no meu segundo dia de criada, consegui ficar numa sala, sem janelas com trinta e cinco humanos de sangue-doce, sem me perturbar. Foi meu recorde.
-Então porque se mudou para Forks?
-Não queria ter problemas com minha alimentação. -Como assim? Forks era uma cidade pequena então era impossível caçar humanos pois daria muita confusão e além disso, a maioria desses vampiros são nomades.
-Como assim? -Ela revirou os olhos e eu não entendi.
-Não sou como a maioria. Não me alimento de humanos mas sim de animais. Qualquer lugar que eu fosse seria descriminada por isso, então preferi ir para um lugar onde não, causaria, um digamos impacto. -Suspirei aliviada, não conseguia imaginar aquela garota que conquistara minha amizade sendo uma assassina.
-Com que clã você vive?
-Não vivo com ninguém. Vago sozinha pelo mundo. Ainda não encontrei uma família que eu pudesse me encaixar nos hábitos alimentícios.
-Você passou a se alimentar de animais sozinha? Sem ajuda?
-Sim. Por incrível que pareça, minha ficha é limpa. Nunca provei o gosto de sangue humano. -de repente seus olhos se tornaram sombrios, me arrepiei, mesmo ser sentir frio. -Não me sinto no direito de tirar o futuro inteiro de pessoas, não consigo, me imaginar matando alguém, sabendo que tenho outra opção é repugnante,fora de cogitação. Me faz vontade de me matar. ...Eu não quero ser um monstro. -Eu entendia o que ela queria dizer, meu pai passou pela mesma história, a diferença é que ela era mais revoltado. Consegui ter sentir um afecto enorme por aquele ser solitário ao meu lado. Carinho, talvez...
-Quais são seus poderes? -Não acredito que perguntei aquilo, eu queria convida-la para morar comigo, não fazer perguntas imbecis sobre seus dons.
-rsrs. -O riso dela era discreto, mesmo com a voz de sinos ela conseguia rir, muito discretamente. -Tenho poderes de uma poderes de uma bruxa.
-Você pode fazer, tipo, tudo? -meu conhecimentos sobre as bruxas eram muito vagos.
-Não. Não leio mentes, não vejo o futuro, não sou um escudo e não consigo mexer com as emoções alheias. -Impressionante, ela não conseguia fazer nada que minha família conseguia. Mas será..
-Você pode transmitir seus pensamentos para outras pessoas?
-Como assim?
-Tipo, aconteceu um fato, voce se lembra e ao tocar outra pessoa, voce mostra para ela do seu ponto de vista, o que aconteceu.
-Não. Só consigo me comunicar mentalmente com seres de minha espécie.
-Tipo telepátia?
-Mais ou menos. Por exemplo, com voce em não consigo me comunicar, já que tu não és de minha espécie.
-Como voce...
-Não subestime meu faro,Nessie. Estou brincando, miúda. Já conheci dois de tua espécie, eu sabia que eles eram diferentes, mas eles não sabiam, portanto preferi não falar nada. -Ela conhecia outros como eu, fiquei feliz em saber disto.
-Kate, podemos ser amigas?
-Ainda perguntas miúda? Claro que podemos, tu és minha pequenina agora. Vamos voltar para classe, antes que descubram qu cabulamos aula. -Fique feliz em acompanhar ela até a sala. Ela era agora minha melhor amiga, eu devo ser mesmo uma miúda de sorte: tenho uma família incrivel, uma melhor amiga incrivel, agora só me falta um namorado incrivel e serei decretadamente a miúda mais sortuda do mundo. Chegamos no pátio e percemos que tinhamos perdido não um, mas sim dois horarios de aula. Portanto deveria ser a hora do almoço. Meus pais, como me esqueci? Disse um breve ate logo a Kate e saí correndo ém direção ao refeitório. Preferi primeiro falar com eles com eles sobre a Kate para depois chama-la para vir almoçar ou talvez morar conosco. Interrompi os meus pensamentos quando percebi que meu pai já poderia me ouvir. Comecei a cantar uma musica mentalmente para desviar meus pensamentos. Entrei no refeitório e percebi que confusão estava. Várias pessoas entrando e saindo da fila para pegar comida. Não reconheci ninguem da primeira aula, já que não assisti as outras duas para conhecer mais alguem, percebi que matar aula poderia ser divertido. Droga, esqueci que meu pai estava ouvindo. "Foi mal" murmurei mentalmente. Localizei-os e fui direto até eles, todos os seis sentados na mesa, lindos e misteriosos para alguns mas para min eram lindos e totalmente familiares. As pessoas mais importantes da minha vida.
-Olá Nessie. -Disseram meus tios e minha mãe ao mesmo tempo, meu pai ficou calado. Mal sinal, acho que ele não gostou da historia de matar aula.
-Não gostei mesmo.
-Voces poderiam parar com esse conversas silenciosas? Já é a segunda vez hoje.
-Bella, nossa filha matou duas aulas no primeiro dia de aula. -O tom dele era totalmente sério e fiquei preocupada com a bronca que provavelmente viria a seguir.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Novidade

Gente queria avisar, que a partir de agora eu tambem vou comentar alguns livros que eu leio, e vou postar algumas das melhores opiniões sobre eles. Beijinhos.
Carol

domingo, 10 de julho de 2011

Olá! Aqui esta como prometido a fanfic da renesmee, espero que gostem!
Carol
 
                                                              Capitulo 1-primeira parte


Acordei hoje,com o barulho da chuva na minha janela,uma coisa normal em Forks. Levantei-me e fui tomar um banho e trocar de roupa. Hoje será a primeira vez que irei a uma escola normal, já que finalmente completei meu crescimento. Meu pai e minha mãe saíram para caçar, portanto estou sozinha em casa. O Jacob não vai comigo a escola por duas razões: 1° meu pai não iria gostar da ideia e 2° ele já se formou. Prefiro ir sozinha com a minha família embora eles estejam um ano a minha frente no colegial. Irei encontra-los somente nos intervalos mas eu prefiro assim, quero poder ter a esperiencia escolar sem interferência de ninguém. Comecei a ouvir passos e sentir um cheiro conhecido: meu pai e minha mãe haviam chegado. Eu já estava pronta, só estava esperando-os.
-Filha?- a voz da minha mãe normalmente era a primeira que eu ouvia.
-Oi.- Abri a porta para deixa-los entrar. Minha mãe e meu pai eram as pessoas que eu mais amava na vida.
-Olá- Meu pai havia acabado de entrar no quarto. Os dois sempre estavam um perto do outro, cada vez que se olhavam deixavam transparecer o amor que um tinha pelo outro. As vezes eu desejava ver alguém olhando para mim assim.
-Querida você já esta pronta?
-Sim.
-Quer mesmo fazer isso? A Escola não é o local mais agradável de se passar o tempo. -A voz do meu pai sugeria uma brincadeira mas eu percebi a preocupação camuflada naquela frase.
-Tenho pai, quero fazer isso.
-Então vamos. -Minha mãe veio ate mim e me deu um beijo na testa, já que na escola nós éramos apenas irmãs. Meu pai repetiu o jesto, mas percebi o quanto aquela decisão o custava. Ele estava preocupado comigo pois para um vampiro e até para um meio-vampiro era muito difícil ficar em local cercado por humanos, mas eu queria tentar. Meu pai é muito super-protector, mas eu amo ele desse jeito. 
-Eu também te amo. 
-Por favor, vocês poderiam parar com essas conversas silenciosas?- Minha mãe odiava quando eu e meu pai conversávamos "silenciosamente", mas eu sempre esquecia e deixava escapar.
-Me desculpe. Mãe, pai amo vocês.
-Nós também de amamos.- Era o que mais me agradava escutar.
-Vamos. -Nós tínhamos chegado a garagem da casa dos meus avós. Quando entramos estavam todos reunidos: A Alice e o Jasper, a Rosalie e o Emmett, e o avo Carlisle e a avó Esme. 
-Olá!
-Olá- Todos me responderam em uníssono. 
-Animada para seu primeiro dia de aula? 
-Um pouco. -Não estava nervosa tampouco desanimada, somente feliz. 
-Vamos? Já estamos atrasados.
-Claro, se nós usarmos mais um quinto de velocidade dos nossos carros chagamos na escola com 10 minutos de antecedencia. -Tio Emmett era apaixonado pelo seu carro igualmente ao meu pai.
-Vamos logo.
Eu entrei no Ashton, com meu pai,minha mãe, a Tia Alice e o Tio Jasper. A Tia Rosalie e o tio Emmett iriam no conversível dela. Durante todo o caminho a Tia Alice não parou de falar um segundo sobre a semana de moda em Paris. O bom da Tia Alice é que para conversar com ela basta dizer "sim" e "É verdade" nas horas certas, não precisava prestar atenção. Na maioria do tempo fiquei observando o tempo, a chuva que caia fininha na janela do carro, as nuvens que bloqueavam o sol, e as pessoas que andavam pelas ruas, com a sua ignorância sobre os seres místicos que as rodeavam. Chegamos a escola, e eu soube que era hora de nos separarmos. Meus pais estavam no 2° ano junto com a Alice. O Jasper, o Emmett e a Rosalie já eram do 3º ano. Somente eu iria começar no 1°ano do Ensino Médio. Disse eu "adeus" que só eles poderiam escutar e me dirigi até a sala onde teria a primeira aula. Primeiramente não percebo nada de estranho, eram somente vários seres humanos juntos em um mesmo local. Somente quando entrei na sala é que notei um cheiro desconhecido, um aroma de flores, percebi que não era um ser humano e sim um de minha espécie. Primeiro fiquei alarmada, depois me acalmei. Sentei ao lado da pessoa que exalava o cheiro, e percebi que ela era inumanamente linda: tinha os cabelos negros cacheados que pendiam ate a cintura, e seus olhos eram castanhos, mas quando reparei percebi que seus olhos estavam vermelhos mas num tom muito sutil para pessoas humanas perceberem.
-Olá! -Ela parecia gentil por isso respondi com a mesma sutileza.
-Olá! Como se chama?
-Me chamo Katheryn Elisabeth e você?
-Me chamo Renesmee, mas pode me chamar de Nessie.
-Apelido legal, me chame de Kate.
-Você é novata Kate?
-Sou. Acabei de chagar do Alasca.
  

Boas-vindas

Olá! Esse blog terá fanfics e livros que eu escrevi portanto não é nada oficial.Peço que caso ouver erros ortograficos que os perdoem mas vou tentar ao maximo não comete-los. Gostaria de agradeçer a todos pela visita e comentarios e sugestões serão todos bem-vindos. Muito Obrigado e boa leitura!