terça-feira, 12 de julho de 2011

Cap. 1 -segunda parte

Eu não entendia havia conhecido aquela garota a dez minutos e ela já tinha conseguido me fazer cofiar nela. Os olhos dela vermelhos(escurecidos pela lente de contacto) inspiravam uma grande confiança, ao contrario da maioria dos vampiros ela não tinha uma beleza intimidadora mas na verdade tinha uma aparência simpática. Até agora eu só sabia que ela havia vindo do Alasca. Quando ela ia me contar mais o professor chegou na sala e até agora não tivemos uma oportunidade de conversar. Eu notei que ela não era tão alta quanto parecia, devia ter 1,67m. Usava jeans pretos e uma blusa de gola alta e mangas compridas azul. Outra diferença notável dela com os demais vampiros: ela não era branca como marfim, mas tinha uma pele morena,muito pálida. A maquinagem escura que ela usava deixava ela com uma aparência bem mais pálida.
Finalmente o sinal tocou e eu agradeci por finalmente poder conversar com aquele ser que me inspirava tanta confiança. Antes de conseguir me virar ela já estava ao meu lado.
-Nessie acho que temos todas as aulas juntas.
-Legal. Quero te perguntar uma coisa.
-Pode falar.
-Quantos anos você tem?
-Dezoito.
-Você sabe que tipo de idade eu estou falando.
-O que... Haa! Vem comigo.
-Onde nós vamos?
-Conversar em um lugar onde não possam nos escutar. -A atitude mais sensata teria sido correr e ir para longe dela, mas eu não conseguia ver como aquela pessoa tão simpática poderia fazer mal, por isso segui-a ate o pátio e dela ela seguiu até uma floresta no lado oeste da escola. Fomos andando ate estarmos tão dentro da floresta que eu duvidava que alguém pudesse nos ouvir. De repente ela parou, e me fitou os olhos extremamente vermelhos, logo percebi que as lentes deveriam ter derretido. Pela primeira vez desde quando nos conhecemos, ela me inspirou profundo medo.
-Como você soube?
-O que você era? Não subestime meu faro Kate. Senti seu cheiro desde a porta da sala. - meu tom de voz saiu mais grosseiro do que pretendia, o que não gostei. Há cinco minutos estávamos sendo amigáveis a ponto de dar enjoo, quando o clima ficou com tanta discriminação.
-Desculpe-me Nessie, não queria ser grosseira. Apenas não tive esperiencias muito boas com outros vampiros, o que me faz ficar um tanto temerosa na presença de outros.
-Tudo bem Kate, mas respondendo a minha pergunta: quantos anos você tem?
-Dois meses. Ainda sou uma recém-criada.
-Mas se você é uma recém-criada como consegue ficar cercada de humanos, sem ter problemas?
-Quando eu "nasci", ganhei não só o meu dom como também um super alto-controle, tanto que no meu segundo dia de criada, consegui ficar numa sala, sem janelas com trinta e cinco humanos de sangue-doce, sem me perturbar. Foi meu recorde.
-Então porque se mudou para Forks?
-Não queria ter problemas com minha alimentação. -Como assim? Forks era uma cidade pequena então era impossível caçar humanos pois daria muita confusão e além disso, a maioria desses vampiros são nomades.
-Como assim? -Ela revirou os olhos e eu não entendi.
-Não sou como a maioria. Não me alimento de humanos mas sim de animais. Qualquer lugar que eu fosse seria descriminada por isso, então preferi ir para um lugar onde não, causaria, um digamos impacto. -Suspirei aliviada, não conseguia imaginar aquela garota que conquistara minha amizade sendo uma assassina.
-Com que clã você vive?
-Não vivo com ninguém. Vago sozinha pelo mundo. Ainda não encontrei uma família que eu pudesse me encaixar nos hábitos alimentícios.
-Você passou a se alimentar de animais sozinha? Sem ajuda?
-Sim. Por incrível que pareça, minha ficha é limpa. Nunca provei o gosto de sangue humano. -de repente seus olhos se tornaram sombrios, me arrepiei, mesmo ser sentir frio. -Não me sinto no direito de tirar o futuro inteiro de pessoas, não consigo, me imaginar matando alguém, sabendo que tenho outra opção é repugnante,fora de cogitação. Me faz vontade de me matar. ...Eu não quero ser um monstro. -Eu entendia o que ela queria dizer, meu pai passou pela mesma história, a diferença é que ela era mais revoltado. Consegui ter sentir um afecto enorme por aquele ser solitário ao meu lado. Carinho, talvez...
-Quais são seus poderes? -Não acredito que perguntei aquilo, eu queria convida-la para morar comigo, não fazer perguntas imbecis sobre seus dons.
-rsrs. -O riso dela era discreto, mesmo com a voz de sinos ela conseguia rir, muito discretamente. -Tenho poderes de uma poderes de uma bruxa.
-Você pode fazer, tipo, tudo? -meu conhecimentos sobre as bruxas eram muito vagos.
-Não. Não leio mentes, não vejo o futuro, não sou um escudo e não consigo mexer com as emoções alheias. -Impressionante, ela não conseguia fazer nada que minha família conseguia. Mas será..
-Você pode transmitir seus pensamentos para outras pessoas?
-Como assim?
-Tipo, aconteceu um fato, voce se lembra e ao tocar outra pessoa, voce mostra para ela do seu ponto de vista, o que aconteceu.
-Não. Só consigo me comunicar mentalmente com seres de minha espécie.
-Tipo telepátia?
-Mais ou menos. Por exemplo, com voce em não consigo me comunicar, já que tu não és de minha espécie.
-Como voce...
-Não subestime meu faro,Nessie. Estou brincando, miúda. Já conheci dois de tua espécie, eu sabia que eles eram diferentes, mas eles não sabiam, portanto preferi não falar nada. -Ela conhecia outros como eu, fiquei feliz em saber disto.
-Kate, podemos ser amigas?
-Ainda perguntas miúda? Claro que podemos, tu és minha pequenina agora. Vamos voltar para classe, antes que descubram qu cabulamos aula. -Fique feliz em acompanhar ela até a sala. Ela era agora minha melhor amiga, eu devo ser mesmo uma miúda de sorte: tenho uma família incrivel, uma melhor amiga incrivel, agora só me falta um namorado incrivel e serei decretadamente a miúda mais sortuda do mundo. Chegamos no pátio e percemos que tinhamos perdido não um, mas sim dois horarios de aula. Portanto deveria ser a hora do almoço. Meus pais, como me esqueci? Disse um breve ate logo a Kate e saí correndo ém direção ao refeitório. Preferi primeiro falar com eles com eles sobre a Kate para depois chama-la para vir almoçar ou talvez morar conosco. Interrompi os meus pensamentos quando percebi que meu pai já poderia me ouvir. Comecei a cantar uma musica mentalmente para desviar meus pensamentos. Entrei no refeitório e percebi que confusão estava. Várias pessoas entrando e saindo da fila para pegar comida. Não reconheci ninguem da primeira aula, já que não assisti as outras duas para conhecer mais alguem, percebi que matar aula poderia ser divertido. Droga, esqueci que meu pai estava ouvindo. "Foi mal" murmurei mentalmente. Localizei-os e fui direto até eles, todos os seis sentados na mesa, lindos e misteriosos para alguns mas para min eram lindos e totalmente familiares. As pessoas mais importantes da minha vida.
-Olá Nessie. -Disseram meus tios e minha mãe ao mesmo tempo, meu pai ficou calado. Mal sinal, acho que ele não gostou da historia de matar aula.
-Não gostei mesmo.
-Voces poderiam parar com esse conversas silenciosas? Já é a segunda vez hoje.
-Bella, nossa filha matou duas aulas no primeiro dia de aula. -O tom dele era totalmente sério e fiquei preocupada com a bronca que provavelmente viria a seguir.

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