quinta-feira, 14 de julho de 2011

Capitulo 2- segunda parte

-Estou esperando uma justificativa. -as palavras de minha mãe, eram firmes, mas eu não podia contar sobre... ainda não.
-Bella. Edward. O que é isso? Vocês são mestres em matar aula e já estão reclamando -defendeu-me o tio Emmett.
-É verdade e não tentem dizer que tinham motivo, pois saudades da filha e vontade de namorar não contam como justificativa. -concordou a Tia Alice.
-Esperem pelo menos nós chegarmos em casa para vocês brigarem com ela. -As palavras da Tia Rosalie acalmaram meus pais. Suspirei de alívio, não queria ter essa discussão. Murmurei um "obrigado" para meus tios. Só espero que meus pais esqueçam isso, não quero discutir com eles, e além disso dois contra um é uma briga muito injusta.
-Olha quem fala. Seus tios estão todos contra nós. -Murmurou meu pai.
-Por favor, parem com as conversas silenciosas. Estão me dando nos nervos. -As palavras da minha mãe eram uma ameaça então tentei ao máximo parar com isso. Era muito fácil conversar com meu pai. Ele lia meus pensamentos e me respondia, as vezes eu até gostava enquanto outras vezes era muito inconveniente.
Olhei ao redor e percebi que estavam todos, olhando para mim. Eu tinha chegado no meio do semestre pois eu implorei ardorosamente para meus pais me deixarem vir a escola, mas eu acho que ninguém fica sendo encarado por todo o refeitório, só porque é uma aluna nova.
-Por que estão todos olhando para mim? -perguntei. Era estranho.
-A nova garota Cullen é como estão te chamando. A  sobrinha do Dr.Cullen que teve os pais mortos em um acidente de carro. História meio rídicula, mas, você é a nova pessoa que se juntou as isolados e misteriosos Cullen. - Segurei o riso, para não constrange-los na frente de todos, mas o jeito como o Tio Em falou deixou tudo muito engraçado. Olhei pela janela e vi uma goroa caindo sobre as árvores. Neve. Meus pais estavam conversando sobre algo que eu não dei importância, estava fascinada pela neve caindo sobre o gramado. Era tão lindo.
-Nessie. -O chamado do meu pai me fez voltar a realidade. -Você vai se atrasar para a aula. -Foi quando percebi que o sinal já havia tocado. Disse um Até logo aos meus pais e me dirigi a saída. Quando sai, puxei o capuz da minha blusa sobre o meu cabelo. Quando cheguei a sala, reconheci o cheiro de flores da Kate e me sentei ao seu lado. Ela estava radiante, com um sorriso lindo. Os olhos dela voltaram a ser castanhos, provavelmente devia ter colocado outro par de lentes de contacto. Virei-me em direcção ao seu olhar e percebi que se dirigia a um garoto, sentando a duas distância de nós duas. Olhei para ela ceticamente, um humano? Ela estava interessada em um humano?
-Olá pequenina.
-Olá Kate. Eu entendi errado ou tu estás gostando de um humano?
-O quê? Não. Eu estava olhando para o livro na mão dele, "Romeu e Julieta". Nunca consegui um exemplar desse livro, embora sempre tivesse tido vontade de lê-lo. Minha mãe não achava nas livrarias e os exemplares das bibliotecas sempre faltavam páginas. -Uau, ela gosta de ler. Impressionante.
-Kate, tu já leu 'O morro dos ventos uivantes"?
-Não. Dos clássicos eu só li "o vendedor de Veneza". Sinceramente eu já lia rápido quando eu era humana, agora um livro não dura mais de um dia na minha mão.
-Já leu o dicionário? -Provoquei.
-Infelizmente, já. Nunca siga meu exemplo, o dicionário é o livro mais tedioso do mundo.
-Urg! -Começamos a rir juntas, a Kate era uma óptima companhia.
-Pequenina, você vai sair amanhã?
-Não, por que?
-Gostaria de conhecer a cidade. Passear. Odeio ficar trancada em casa o  dia todo.
-Eu te mostro a cidade, não seja por isso.
-Obrigada. Passo em sua casa para te buscar amanhã as três horas. De carro?
-Não, vamos a pé para poder mostrar-te melhor a cidade. Aqui está meu endereço. -Rabisquei em um pedaço de papel o endereço, e entreguei a ela. O professor entrou nesse momento na sala e eu fui obrigada a calar-me e prestar atenção. Foi a aula de biologia mais chata que eu já tive, sem levar em consideração que essa foi minha primeira aula de biologia.
-Kate, onde tu moras? - Essa duvida surgiu de repente em minha mente, ela não poderia morar com humanos, pelo fato de ser imortal e caso morasse um outro clã, por aqui, teríamos um enorme problema.
-Moro sozinha, em uma casa que herdei de minha família. A casa é muito afastada da cidade portanto, não tenho problemas quanto a humanos. - Então uma lembrança veio a minha mente, a Kate na hora do almoço, estava sentada com vários humanos agindo normalmente. Ela não deixava transparecer que era diferente embora sua beleza inumana e seus hábitos estranho como não comer a denunciassem. 
-Você interage com os humanos normalmente?
-Claro. Alguns se assustam pelo fato de me vestir como a rainha das trevas mas tirando isso, agi normalmente com eles. - Rainha das Trevas? A Kate se vestia normalmente para mim. Ela deve ter notado a expressão de duvida no meu rosto porque logo se adiantou e explicou-me.
-Nunca ouviu falar em causar boa impressão no primeiro dia de aula? Depois de algum tempo eu volto a me vestir como gosto. Preto,azul e vermelho. As cores que uso no dia-a-dia. Não se preocupe, não sou tão gótica a ponto de dar medo, só me visto de uma maneira meio Dark mas sofisticada. Passamos o resto do dia conversando sobre coisas engraçadas e estilos diferentes. Agora ela era de verdade minha melhor amiga. Quando acabou a aula, nos  despedimos com um breve abraço. Vasculhei o estacionamento a procura de minha família. Eles estavam no canto inferior esquerdo, no local mais afastado de todos. A Kate buzinou do carro dela para mim e acenei brevemente. Reparei que ela possuia o mesmo modelo de  carro que meu pai havia vendido: um Volvo C30 preto. Acenei novamente e andei em direção a meus pais. Eles estavam com uma expressão leve no rosto o que significava que haviam me perdoado. Disse um breve "Olá" e entrei no carro. Segui a viagem de volta descrevendo meu dia aos meus pais, contei a eles sobre a Kate só não mencionei que ela era uma vampira, achei melhor contar para eles depois. Quando chegamos em casa, senti um cheiro familiar que não pertencia a minha família. Fui em direção a sala onde estava um garoto, musculoso virado de costas para porta, quando ele ouviu meus passos virou-se imediatamente, e meu rosto se iluminou. Havia duas semanas que eu não o via. Corri a até ele e dei um enorme abraço que ele respondeu com o mesmo entusiasmo. Finalmente eu disse:
-Jacob!










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